Mostra de Repertório: A Cidade te conta tudo sobre a mostra de teatro capixaba

Artistas capixabas se reúnem para tratar temas difíceis no palco e gerar reflexão do público

O Espírito Santo é recheado de artistas da MAIOR qualidade e a melhor Rádio Rock do Espírito Santo adora mostrar um pouquinho dos nossos talentos, por isso, conversamos com a galera da Mostra de Repertório que vai começar neste fim de semana e segue até o dia 29 de setembro.

A mostra vai reunir apresentações que abordam temas como lugar da mulher na sociedade, violência doméstica, urgência do cotidiano contemporâneo, suicídio, numa releitura de clássicos como Hamlet e Otelo de Shakespeare e Medeia, de Eurípides. O projeto reúne dois grupos capixabas que fazem parte do Núcleo de Investigação em Teatro Colaborativo que se dedica a desenvolver investigações teatrais com foco em práticas de cooperação, combatendo a hierarquia e mostrando o poder do trabalho em grupo e do reconhecimento do talento de cada um.

O evento vai acontecer na Folgazões, Cia. de Artes Cênicas que fica em Vix, começa a partir das 19h e é totalmente gratuito. A programação de três dias está F*#@ e vale a pena conferir!

No primeiro dia (22), o público poderá assistir a “Nós Atados” e “Medeia, Manual da Esposa Má”, no dia 23 as apresentações são da performance “Pra Casar” e do espetáculo “Vértices, sobre Hamlet” e no último dia (29), vai rolar uma oficina IRADA, onde o público poderá aprender mais sobre “Processos Colaborativos”.

A Cidade bateu um papo com os organizadores da Mostra de Repertório e eles contaram tudo para gente sobre o evento. Se liga!

  1. As apresentações da Mostra vão trazer discussões muito atuais, mas no formato de releitura de grandes clássicos que vieram de épocas distintas. Qual é a intenção de vocês com essa releitura? Como surgiu a ideia?

A gente trabalhou com esses textos quando estamos na faculdade de Artes Cênicas e foram histórias que nos impactaram, não só pelo conteúdo, mas também porque são muito atuais, apesar de terem sido escritos há séculos, traziam discussões que ainda não presentes na sociedade. A gente viu a possibilidade de criar coisas novas e atualizar essas histórias tão relevantes.

  1. A Mostra conta também com uma oficina em sua programação com foco em processo colaborativo. Por que vocês resolveram abordar isso? Qual é o principal objetivo da oficina?

A nossa intenção é compartilhar a experiência da nossa forma de fazer teatro, porque existem infinitas formas de fazer teatro e nenhuma delas é perfeita. A ideia da oficina é fazer com que as pessoas pensem dessa maneira, com foco na colaboração entre os componentes do grupo e isso passa por questões de trabalho de relacionamento, do bem-estar geral, então é um constante trabalho de preocupações éticas e estéticas. É um conhecimento que merece ser compartilhado.

  1. Como foi a escolha dos temas? Por que decidiram usar a arte para essas discussões?

Os temas meio que estavam dentro da gente, em qualquer lugar na verdade. Em algumas partes da programação, foram usados trechos de experiências reais e a ideia principal é abordar temas que as pessoas não querem discutir, porque muitas vezes não entendem a questão muito bem. É um caminho para diálogo, debates e compreensão com outras realidades.

  1. O que o público pode esperar da Mostra de Repertório?

Muita emoção e também muita risada. Para quem não conhece as obras que estão sendo levadas ao palco é uma forma interessante de ser apresentado a todas os personagens clássicos. E para quem conhece, é uma nova forma de se ver aquilo, com abordagem diferente.

  1. Vocês planejam dar continuidade? Quais são os planos futuros?

A ideia é que os grupos sigam apresentando essas obras em Vitória e pelo Brasil. Já apresentamos em cidades do interior do Estado, em Vitória, em Curitiba, Belém e a ideia é continuar mostrando nosso trabalho e a nossa proposta para o resto do país e trazer também coisas novas.

Inclusive, acabou de estrear um projeto novo que é a peça “Colapso” e estamos animados para mostrar a novidade ao público.

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